Silêncio, de Regina Borges
- Contadores de Histórias
- 23 de dez. de 2021
- 1 min de leitura

Quando eles invadiram as suas terras
Eu fiquei em silêncio
Eu não era indígena
Quando eles prenderam o Luiz Justino
Eu fiquei em silêncio
Eu não era negro
Quando mataram Alex a pedradas
Eu fiquei em silêncio
Eu não era homossexual
Quando destruíram o terreiro
Eu fiquei em silêncio
Eu não era candomblecista
Quando eles invadiram a minha casa
Calaram a minha voz
Tudo já era silêncio.
Regina Borges
P.S. Paráfrase do poema “E não sobrou ninguém, de Martin Niemoller, 1946
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